Governo discute modelo de gestão para o Cipp

5 de março de 2015 - 11:52

Complexo Industrial e Portuário do Pecém é um dos destaques no desenvolvimento da economia cearense. Para aproveitar ainda mais esse potencial e buscar uma maior eficiência na gestão do Complexo, o Governo do Estado constituiu um grupo de trabalho para estruturar um modelo de governança para o Cipp. Reunindo diversas secretarias, a primeira reunião do grupo aconteceu na última semana, onde houve uma apresentação sobre modelos considerados exemplares na gestão de áreas de complexos semelhantes ao do Pecém. O trabalho está sendo realizado através de uma parceria do Governo com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), agência especializada dedicada à promoção de cidades social e ambientalmente sustentáveis, e o apoio do Instituto Dialog.

O objetivo ao final do trabalho é constituir um modelo que permita dinamizar a gestão no Complexo. De acordo com a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Nicolle Barbosa, a estratégia deve ajudar a organizar e potencializar o desenvolvimento no local. “Nosso esforço é para que o Cipp seja um modelo de atração e geração de negócios. Já temos a ZPE, que é um importante diferencial e, além disso, queremos oferecer as melhores condições pra quem quer investir. Um empreendimento no Cipp tem impacto positivo em cadeia, que beneficia inclusive outras regiões do Ceará”, destaca.

Um dos componentes da gestão de governança será um Observatório Regional, um fórum onde os envolvidos poderão acompanhar indicadores de impacto econômico e social. De acordo com Cid Blanco, assessor técnico da ONU-Habitat, o plano qualificará o planejamento da região e permitirá que o Estado evite erros que aconteceram em outros lugares. “A socialização de informações e o monitoramento do desenvolvimento através do Observatório vai favorecer um desenvolvimento mais harmônico, com crescimento ordenado”, pontua.

Para a diretora executiva do Instituto Dialog, Liane Freire, os financiadores dos investimentos de infraestrutura e empreendimentos buscam cada vez mais segurança na operação, e um dos fatores necessários são os métodos de avaliação e acompanhamento da aplicação desses recursos. “Isso permite que o Cipp seja ainda mais atrativo enquanto polo industrial”, afirma.

Nicolle Barbosa ressalta que o envolvimento dos municípios será fundamental. “A ideia é que haja uma integração entre as cidades, para assegurar a sustentabilidade econômica e ambiental do Cipp e seu entorno”. Dentre os próximos passos está a definição de temas de interesse comum entre o Governo e a ONU-Habitat para avançar nos detalhes da construção para elaboração de um protocolo de intenções.

A reunião contou com a participação do Secretário-Chefe da Casa Civil, Alexandre Landim; do Procurador-Geral Adjunto, João Regis Matias; do Secretário de Meio Ambiente, Artur Bruno; do Secretário-Adjunto de Planejamento e Gestão, Frederico Alencar; do Secretário-Adjunto das Cidades, Quintino Vieira; do Secretário-Executivo da Infraestrutura, Joaquim Firmino Filho; do presidente da CearáPortos, Erasmo Pitombeira; além de representantes da Adece e da Secretaria de Relações Institucionais.

05.03.2015
Paulo Sombra – paulo.sombra@cede.ce.gov.br
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