Expansão do Porto do Pecém: Cearáportos recebe material japonês de última geração

26 de fevereiro de 2015 - 02:05

As obras da segunda expansão do Terminal Portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, continuam em execução no sentido de implantar o aterro hidráulico dos berços 7, 8 e 9 do Terminal do Múltiplo Uso (TMUT). Até o final desta semana, está prevista a chegada de um equipamento chamado elastômero, uma peça emborrachada, de grandes proporções, utilizada para compor as defensas marítimas, que asseguram a proteção adequada entre navio e a estrutura de atracação. O elastômero foi encomendado direto do Japão e tem formado cônico, considerado de última geração, ótima performance e eficiência. Seu formato cônico mantém a estrutura estável, mesmo trabalhando em resistência às oscilações das marés (acisalhamento), além de uma alta eficiência na relação entre a energia de absorção e reação.

Além disso, os trabalhos também se concentram na engorda do quebra-mar, que será alargado em cerca de mil metros, e na estrada de acesso à nova ponte do equipamento. Ao todo, 650 operários, divididos em dois turnos, trabalham nesta etapa de ampliação do complexo. A previsão é de que a obra fique pronta em 2016. O investimento é de R$ 568,7 milhões.

Quando finalizados os novos berços, o Porto do Pecém passará a contar com com nove berços de atracação, se adequando assim à crescente expansão da sua movimentação de cargas proporcionadas pela implantação de grandes empreendimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).Os recursos são de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As obras de expansão, licitadas pela Secretaria da Infraestrutura do Estado – Seinfra, estão sendo executadas por consórcio formado pelas construtoras Marquise, Queiroz Galvão e Ivai.

Nova ampliação

A Seinfra autorizou, em outubro do ano passado, os estudos para uma nova ampliação do Terminal Portuário do Pecém. O trabalho está sendo realizado pelo consórcio formado pelas empresas Ram Engenharia e Planave Estudos e Projetos. Os serviços estão relacionados às obras de adequação à nova expansão das infraestruturas aquaviária e portuárias do Terminal, de forma a prepará-lo para a implantação da superestrutura que viabilizará as operações com petróleo e derivados líquidos e outras cargas do gênero. Os estudos custarão R$ 4,8 milhões e devem estar prontos em meados de março desse ano.

25.02.2015

Marco da Escóssia
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